Fiquei em dúvida sobre como daria início à nova temporada de
postagens desse velho blog. Nas introduções desse mundo a fora, ouço muita
gente falando e falando sem realmente introduzir nada; portanto, acho que não haveria
incômodos se eu fizesse o mesmo e falasse exageradamente, como de costume. Mas
nesse caso: escrevesse.
Um tal de “preciso fazer algo” andava ecoando em meus
ouvidos de uma forma tão insistente que não entendo como só agora resolvi dar
início a algo que desse algum sentido aos meus dias. E tudo se resume a isso: a
fazer alguma coisa. Se não em nome do apelo que o título desse blog faz, em meu
próprio nome e minha própria inquietude...
A questão é que algumas questões vivem me incomodando
bastante, e pensando em algumas delas, e em como eu sentia necessidade de falar
e expor meu ponto de vista (não como antigamente, quando eu ironicamente nem
sempre estava certa porque às vezes dormia...) de forma que eu não fosse
interrompida. De forma que me fizesse ser entendida. Sendo assim, resolvi
englobar todas essas questões em uma série de textos a base não só de opinião,
como também de pesquisa. A boa e velha pesquisa.
E embora eu esteja lutando, com uma força inexplicável, para
me contentar com essa simples série de textos quando na verdade eu queria
produzir algo que fosse realmente impactante (é essa velha “motivação social” e
o desejo de mudança que a vida um dia talvez trate de reprimir), intitulei meu
pequeno projeto de “Pensamento arcaico, sociedade que retrocede” que,
resumidamente, irá servir para tentar explicar todas essas questões que não me
deixam entender como uma sociedade cuja economia só cresce cujos avanços
tecnológicos só aumentam e cuja tolerância, compaixão e todos aqueles bons
sentimentos que nossos pais nos ensinam (ou ensinaram) parecem retroceder a
cada dia resumindo-se em atitudes neandertais... Por que será, afinal, que
continuamos a nos preocupar e a enfatizar coisas que não são tão importantes
assim? Onde está o bem comum?
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